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NOITE. Por Carlos Barros

Evening Mood - William-Adolphe Bouguereau

 

NOITE

Por Carlos Barros

 

Noite dos mitos e medos. O imaginário nutrido por seus mistérios. Lobisomens e vampiros da noite.  A imaginação envolta pelos enigmas do crepúsculo. Dos calabouços e seus gemidos torturantes. Dor dos torturados. Das alcovas e seus gemidos de prazer. Carne molhada de carícia.

Noite dos poetas, dos bêbados, dos solitários. Cobre-me como manto negro. Noite dos gritos sombrios, dos alarmes acionados. Noite que pulsa nos pulsos injetados. Viagens astrais numa noite de astros brilhantes e opacos.

Luzes da cidade sem luz. Sombras e silhuetas. Figuras melancólicas perdidas na noite. Coxas e seios expostos na penumbra. Prazer, pecado e mentiras ocultos na obscuridade. O mercado do sexo. Corpos vendidos, orgasmos comprados, amor sem preço.

Os que acordam. Noite de insônia ao lado do amor que dorme. Noite branca ao lado do vazio do amor que se foi. Na solidão da noite deserta. Portas trancadas para o mundo dos sonhos.

Os que não querem perder a noite. Os que buscam não adormecer. Abraçados pela noite. Angústia do mundo diurno esquecida na graciosa vivência noturna. De olhos bem abertos para a vida despertada. De olhos bem fechados para não ver que o sono é irmão da morte.

Por Carlos Barros


Saberes e Olhares

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This work by Jose Carlos Barros Silva is licensed under a

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5 Respostas »

  1. A noite e seu negro espectro, convergindo com a morte podemos toma-la como um misterioso império obscuro que emerge para sujeitos audaciosamente intrépidos frente a devassidão insensata, inconsequente, inconsciente de terceiros, astrais ou reais. Apesar de sermos agraciados com a singularidade da estrela maior e satélite da terra, temos de nos privar em nosso singelo casulo de ceda qual seja nossa residência, em segunda via podemos deixar o prazer tenaz e em grande medida termodinâmico fluir.Usar e abusar deste ébrio, eis a questão. Bem aventurados são também os bêbados, os solitários, e os poetas que vivem sob o prisma da audácia noturna, bem aventurados são ainda os que “são” e não apenas “estão”, bem aventurados são os que se lançam ao desconhecido! Parabéns pelo excelente trabalho de nos aproximar do desconhecido professor, abraço!

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