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Matéria – “Orkut: ‘Sobreviventes’ fiéis à rede social”


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Orkut: ‘Sobreviventes’ contam por que continuam fiéis à rede social
Por Ana Carolina Prado

O ano de 2011 foi especial para o Facebook no Brasil: o número de usuários ativos quase triplicou e o colocou, finalmente, à frente Orkut como a rede social mais acessada pelos brasileiros. De acordo com pesquisa feita pelo Ibope Nielsen Online, a diferença entre os dois sites era de quase 2 milhões de visitantes únicos em agosto, quando os últimos dados foram divulgados. Muitas pessoas deixaram de usar o Orkut para experimentar o Facebook e, com essa debandada, os veteranos da rede social de Mark Zuckerberg até começaram uma campanha contrária apontando para a sua “orkutização”. A impressão, durante um tempo, foi a de que todo mundo estava migrando para lá e que o Orkut iria ser deixado às moscas.

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Mas não foi o que aconteceu – pelo menos até agora. Procurado pelo UOL Tecnologia, o Google não informou números, mas afirmou que “o nível de atividade não caiu e continua crescendo”. O defensor convicto do Orkut Gil, personal trainer de 39 anos de Resende (RJ), confirma isso. Ele está na rede social desde 2004 e diz não se adaptar de jeito nenhum ao Facebook. “Até criei um perfil lá no ano passado, mas só usei por três dias e larguei. Não tive paciência”, conta. “É muita gente querendo fazer marketing pessoal.”

Privacidade e exibicionismo

Uma das vantagens apontadas pelos remanescentes do Orkut é a questão da privacidade. Em comparação com os fãs do Facebook, eles parecem gostar menos de se expor e dizem se irritar com o excesso de exibicionismo nessa rede social. Não por acaso, Gil preferiu não ter seu sobrenome revelado para não ser identificado no site.

“Nenhuma rede social é totalmente segura, mas no Orkut você não se sente tão pressionado a colocar informações pessoais, como fotos e detalhes do que você faz ou gosta”, explica Gil. O paulista Ailton Medeiros fez um perfil no Facebook há dois anos e não conseguiu se acostumar até hoje. “É legal porque lá você pode mostrar quem é, mas acho o visual muito bagunçado. E é muita gente querendo aparecer, postando mil fotos, dizendo que vai sair com fulano, escrevendo fofoquinhas”, comenta.

Tanta informação, diz ele, até tira a graça de conhecer as pessoas. “Elas postam tanta coisa que, para saber da sua vida inteirinha, nem precisa mais de investigação. Se ela aceita sua solicitação de amizade, já está tudo lá”, explica. É o fim da era dos stalkers (os especialistas em investigar a vida alheia na web), aparentemente. As configurações de privacidade do Facebook também não lhes inspiram confiança.  “Você posta uma foto e todo mundo vê, se quiser copiar, copia. Sei que tem a opção de esconder fotos e informações, mas as configurações são muito confusas e não acho que seja seguro”, diz Ailton.

Os usuários do Orkut acham mais fácil restringir as pessoas que verão suas informações por lá, mas também elogiam a facilidade em se criar vários perfis para grupos distintos de amigos. Ailton, por exemplo, conta que mantém um perfil para a família, um para a faculdade e outro para o trabalho para ficar mais tranquilo ao compartilhar informações e evitar o ciúme da noiva. Gil também tem vários perfis e reclama que, no Facebook, é muito fácil ser encontrado pelas pessoas. Segundo ele, isso pode render contato com gente indesejada, como “fantasmas do passado” (também conhecidos como ex-namoradas). Esse problema, conta, fez com que muitos de seus amigos desertores voltassem para o Orkut “arrependidos”.

Além da sensação de privacidade, as comunidades são, provavelmente, as principais responsáveis pela permanência do Orkut no coração de seus fãs. Elas são uma espécie de filtro para se encontrar pessoas com gostos, hábitos e opiniões parecidos com os seus e registram participação ativa dos usuários – algo que não acontece quando você simplesmente dá um “like” em uma página do Facebook.

“Mesmo comunidades toscas como ‘Meu cachorro é quem atende meu telefone’ podem render amizades”, conta Gil, que disse ter levado algumas amizades do Orkut para a vida real e até já ter se envolvido em relacionamentos amorosos com garotas que conheceu por lá. Ailton diz que as utiliza para “trocar informações com outras pessoas e adquirir conhecimento”.  Profissional autônomo e DJ nas horas vagas, ele admite que não teria centenas de músicas e filmes em seu computador se não fosse pelas indicações e links postados por lá.

É verdade que o Facebook também tem grupos de discussão, mas eles garantem que não é a mesma coisa. Segundo Ailton, as comunidades do Orkut mantêm tópicos mais organizados que permitem acompanhar discussões mais facilmente. “No Facebook, os tópicos vão descendo na página à medida que as pessoas postam outras coisas e fica mais difícil encontrá-los.” O ambiente mais “familiar” e amigável das comunidades também deixa os usuários mais à vontade para expor suas opiniões. Ailton prefere se expressar por ali no que no seu próprio perfil do Facebook, em que se sente intimidado com o sistema de comentários. “Quando falo alguma coisa lá, o pessoal acha que estou falando besteira e vem criticar”, conta.

Orkut eterno (apesar de não ser mais como antes)

Apesar de não terem dúvidas de suas vantagens em relação ao Facebook, os entusiastas do Orkut sofreram um golpe em seu entusiasmo com as profundas mudanças que a rede social sofreu nos últimos tempos. Além de uma grande mudança visual (com alguns elementos parecidos com os da rede social de Zuckerberg, como uma espécie de mural que mostra as novidades e o botão "gostou?"), o Orkut também implantou alterações funcionais que irritaram alguns usuários. “Gostei do fato de os perfis poderem ser mais customizáveis, permitindo colocar imagens e tal, mas gostava mais de como era antes. Ficou poluído”, diz Ailton.

Mas ele não acredita que isso seja uma ameaça nem pretende deixá-lo. “O Orkut veio para ficar. Surgiu a tese de que iria acabar, mas isso não vai acontecer”, disse ele, que tem um perfil lá desde 2004, época em que ainda usava internet discada e tinha problemas para carregar as páginas. Apesar disso, ele confessa ter notado uma diminuição das atividades na rede social. “O pessoal do meu perfil familiar parou de mandar scrap, só um ou outro manda mensagem com desenhos em gif. Também percebi uma queda no número de visitas que meu perfil recebe. Pararam de olhar meu Orkut!”, ri. Gil também jura amor eterno à rede social. “Apesar de não ter gostado de algumas mudanças, não troco por nada! O Orkut não vai acabar por causa do Facebook. Esse medo ninguém deve ter”, acredita.

Fonte/Créditos: UOL/Notícias


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